Viver o evangelho

abr 17
O SENHOR RESSUSCITOU!

O SENHOR RESSUSCITOU!

Postado por PJM em Viver o evangelho ,

Ontem, na Praça de São Pedro, o Papa Francisco procedeu a comunicação da mensagem e da bênção Urbi et Orbi.

Queridos irmãos e irmãs, Feliz Páscoa!

Hoje, em todo o mundo, a Igreja renova o anúncio maravilhoso dos primeiros discípulos: Jesus ressuscitou! Ressuscitou verdadeiramente, como havia predito! A antiga festa de Páscoa, memorial da libertação do povo hebreu da escravidão, alcança aqui o seu cumprimento: Jesus Cristo, com a sua ressurreição, libertou-nos da escravidão do pecado e da morte e abriu-nos a passagem para a vida eterna.

Todos nós, quando nos deixamos dominar pelo pecado, perdemos o caminho certo e vagamos como ovelhas perdidas. Mas o próprio Deus, o nosso Pastor, veio procurar-nos e, para nos salvar, abaixou-Se até à humilhação da cruz. E hoje podemos proclamar: Ressuscitou o bom Pastor, que deu a vida pelas suas ovelhas e Se entregou à morte pelo seu rebanho. Aleluia! (Missal Romano, IV Domingo de Páscoa, Antífona da Comunhão).

Através dos tempos o Pastor ressuscitado não Se cansa de nos procurar, a nós seus irmãos extraviados nos desertos do mundo. E, com os sinais da Paixão – as feridas do seu amor misericordioso –, atrai-nos ao seu caminho, o caminho da vida. Também hoje Ele toma sobre os seus ombros muitos dos nossos irmãos e irmãs oprimidos pelo mal nas suas mais variadas formas.

O Pastor ressuscitado vai à procura de quem se extraviou nos labirintos da solidão e da marginalização; vai ao seu encontro através de irmãos e irmãs que sabem aproximar-se com respeito e ternura e fazer sentir àquelas pessoas a voz d’Ele, uma voz nunca esquecida, que as chama à amizade com Deus. Cuida de quantos são vítimas de escravidões antigas e novas: trabalhos desumanos, tráficos ilícitos, exploração e discriminação, dependências graves. Cuida das crianças e adolescentes que se vêem privados da sua vida despreocupada para serem explorados; e de quem tem o coração ferido pelas violências que sofre dentro das paredes da própria casa. O Pastor ressuscitado faz-Se companheiro de viagem das pessoas que são forçadas a deixar a sua terra por causa de conflitos armados, ataques terroristas, carestias, regimes opressores. A estes migrantes forçados, Ele faz encontrar, sob cada ângulo do céu, irmãos que compartilham o pão e a esperança no caminho comum.

Eis então que, nas vicissitudes complexas e por vezes dramáticas dos povos, Francisco pede ao Senhor ressuscitado para  que guie os passos de quem procura a justiça e a paz; e dê aos responsáveis das nações a coragem de evitar a propagação dos conflitos e deter o tráfico das armas.

Concretamente nos tempos que correm,  que o Senhor sustente os esforços de quantos trabalham activamente para levar alívio e conforto à população civil na Síria, vítima duma guerra que não cessa de semear horrores e morte. Conceda paz a todo o Médio Oriente, a começar pela Terra Santa, bem como ao Iraque e ao Iémen.

Não falte a proximidade do Bom Pastor às populações do Sudão do Sul, do Sudão, da Somália e da República Democrática do Congo, que sofrem o perdurar de conflitos, agravados pela gravíssima carestia que está a afetar algumas regiões da África.

Em seguida, Francisco dirige o seu olhar ao seu amado continente, América Latina e pede a Jesus ressuscitado para que sustente os esforços de quantos estão empenhados neste continente, em garantir o bem comum das várias nações, por vezes marcadas por tensões políticas e sociais que, nalguns casos, desembocaram em violência. Que seja possível construir pontes de diálogo, perseverando na luta contra o flagelo da corrupção e na busca de soluções pacíficas viáveis para as controvérsias, para o progresso e a consolidação das instituições democráticas, no pleno respeito pelo estado de direito.

Finalmente, o Santo Padre dirigiu o seu olhar à quantos sofrem no continente europeu, a começar pelo povo ucraniano: que o Bom Pastor ajude a nação ucraniana, atormentada ainda por um conflito sangrento, a reencontrar a concórdia, e acompanhe as iniciativas tendentes a aliviar os dramas de quantos sofrem as suas consequências. O Senhor ressuscitado, que não cessa de cumular o continente europeu com a sua bênção, dê esperança a quantos atravessam momentos de crise e dificuldade, nomeadamente por causa da grande falta de emprego, sobretudo para os jovens.

Queridos irmãos e irmãs, este ano, nós, os crentes de todas as denominações cristãos, celebramos juntos a Páscoa. Assim ressoa, a uma só voz, em todas as partes da terra, o mais belo anúncio: O Senhor ressuscitou verdadeiramente, como havia predito! Ele, que venceu as trevas do pecado e da morte, conceda paz aos nossos dias.

Feliz Páscoa!

Fonte: http://pt.radiovaticana.va/news/2017/04/16/papa_francisco_mensagem_urbi_et_orbi/1306184 

 

jul 22
Eram 800 degraus

Eram 800 degraus

Postado por PJM em Marista sou, Viver o evangelho ,

“Lyon, França, 26 de julho de 1816. De manhã bem cedo, doze jovens subiam os 800 degraus que levam ao antigo santuário mariano de Fouvière, no topo da colina que domina a cidade”.

Foi a 200 anos…a 200 anos, nosso querido Padre Marcelino José Bento Champagnat, jovem, sobe a colina com outros onze jovens para assumir um compromisso que lhe custaria a vida. Um compromisso que custa a vida de milhões de jovens, até hoje.

Quem imaginaria que depois de 200 anos, nós, jovens maristas, estaríamos subindo a mesma colina para fazer a nossa promessa?

Quando digo colina, não só aquela de Lyon, na França, mas as colinas de nosso dia-a-dia.

Ora, eram 800 degraus. Certamente não foi uma subida fácil. Porém, muito maior do que o cansaço era a certeza de que a sua vida dependia disso. Muito maior era a vontade de “tornar Jesus Cristo conhecido e amado”. Muito maior era o amor que ele tinha pelas crianças e jovens.

Hoje nós sabemos que a nossa juventude, a juventude marista de Champagnat, continua subindo os mesmos 800 degraus. Sobe quando abre mão de sua própria vida, para doar-se ao outro. Sobe quando indigna-se diante da injustiça, da corrupção, da pobreza, da fome. Sobe quando acorda cedo, dorme tarde, estuda, trabalha, namora. Sobe quando diz: ex-aluno sim, ex-marista, nunca!

A juventude sabe que Champagnat sobe com ela esses 800 degraus da vida cotidiana. E mais, ela sabe que ele traz reforço. Junto com a juventude também sobe Jesus Cristo, que caminhou tanto enquanto viveu aqui na terra, anunciando a Boa Nova do Reino. Junto com a juventude também sobe Maria, nossa Boa Mãe. A jovem que negou a si mesma para que fosse feita a vontade de Deus.

A nossa juventude marista sabe que é penoso subir esses 800 degraus, mas ela continua subindo. O prazer da chegada até a Virgem Negra com certeza será um momento maravilhoso, mas a juventude não deixa de apreciar a vista e a companhia daqueles que os chamam para avançar. Afinal, não se trata de chegar, mas de partir!

maio 16
Todos ficaram cheios do Espírito Santo

Todos ficaram cheios do Espírito Santo

Postado por PJM em Formação Local, Viver o evangelho ,

Salve, salve galera!

Tudo em paz?

Neste último fim de semana vivenciamos a solenidade de pentecostes.

Hoje, gostaríamos de partilhar a homilia feita pelo nosso querido Papa Francisco acerca da decida do Espírito Santo sobre nós.

Não vos deixarei órfãos (Jo 14, 18). A missão de Jesus, que culmina no dom do Espírito Santo, tinha este objetivo essencial:reatar a nossa relação com o Pai, arruinada pelo pecado; tirar-nos da condição de órfãos e restituir-nos à condição de filhos.

Ao escrever aos cristãos de Roma, o apóstolo Paulo afirma: «Todos os que se deixam guiar pelo Espírito, esses é que são filhos de Deus. Vós não recebestes um Espírito de escravidão que vos escravize e volte a encher-vos de medo; mas recebestes um Espírito que faz de vós filhos adotivos. É por Ele que clamamos: Abbá, ó Pai!» (Rm 8, 14-15). Aqui temos restabelecida a relação:a paternidade de Deus reativa-se em nós graças à obra redentora de Cristo e ao dom do Espírito Santo.

O Espírito é dado pelo Pai e leva-nos ao Pai. Toda a obra da salvação é uma obra de regeneração, na qual a paternidade de Deus, por meio do dom do Filho e do Espírito, nos liberta da orfandade em que caíramos. No nosso tempo, também se constatam váriossinais desta nossa condição de órfãos: a solidão interior que sentimos mesmo no meio da multidão e que, às vezes, pode tornar-se tristeza existencial; a nossa suposta autonomia de Deus, que aparece acompanhada por uma certa nostalgia da sua proximidade; o analfabetismo espiritual generalizado que nos deixa incapazes de rezar; a dificuldade em sentir como verdadeira e real a vida eterna, como plenitude de comunhão que germina aqui e desabrocha para além da morte; a dificuldade de reconhecer o outro como irmão, porque filho do mesmo Pai; e outros sinais semelhantes.

A tudo isto se contrapõe a condição de filhos, que é a nossa vocação primordial, é aquilo para que fomos feitos, o nosso DNA mais profundo, mas que se arruinou e, para ser restaurado, exigiu o sacrifício do Filho Unigênito. Do imenso dom de amor que é a morte de Jesus na cruz, brotou para toda a humanidade, como uma cascata enorme de graça, a efusão do Espírito Santo. Quem mergulha com fé neste mistério de regeneração, renasce para a plenitude da vida filial.

Não vos deixarei órfãos. Neste dia, festa de Pentecostes, tais palavras de Jesus fazem-nos pensar também na presença maternal de Maria no Cenáculo. A Mãe de Jesus está no meio da comunidade dos discípulos reunida em oração: é memória vivente do Filho e viva invocação do Espírito Santo. É a Mãe da Igreja. À sua intercessão, confiamos de maneira especial todos os cristãos, as famílias e as comunidades que, neste momento, têm mais necessidade da força do Espírito Paráclito, Defensor e Consolador, Espírito de verdade, liberdade e paz.

O Espírito – como afirma igualmente São Paulo – faz com que pertençamos a Cristo: Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse não Lhe pertence (Rm 8, 9). E, consolidando a nossa relação de pertença ao Senhor Jesus, o Espírito faz-nos entrar numa nova dinâmica de fraternidade. Através do Irmão universal que é Jesus, podemos relacionar-nos de maneira nova com os outros: já não como órfãos, mas como filhos do mesmo Pai bom e misericordioso. E isto muda tudo! Podemos olhar-nos como irmãos, e as nossas diferenças fazem apenas com que se multipliquem a alegria e a maravilha de pertencermos a esta única paternidade e fraternidade.

Que tenhamos todos e todas uma ótima semana!

abr 29
“Se o Senhor não edificar a casa…”

“Se o Senhor não edificar a casa…”

Postado por PJM em Viver o evangelho

Salve, salve galera!

 

Está chegando dia 1º de Maio. Este dia, é um dia interessante. Afinal, é o dia de todas as pessoas. Um dia de todos!

 

O dia do trabalhador não é direcionado apenas àqueles que trabalham e ganham para isso. Também estamos falando daqueles que trabalham de forma voluntária e gratuita. Das pessoas que trabalham em casa, seja cuidando dos filhos, dos animais ou dos doentes.

 

Este dia é dedicado a José, pai de Jesus. Já falamos um pouco sobre ele enquanto homem e enquanto pai. Mas, vejam vocês, como Deus escolheu a família de Jesus: Uma família de trabalhadores.

Isto é bastante significativo. Deus escolhe uma classe para seu filho. Espera que José ensine para Jesus as coisas que ele sabe sobre carpintaria e também as virtudes de um trabalhador.

Imagino que Jesus começou a ajudar seu pai muito cedo. Aprendeu a edificar casas, moveis, e também a se edificar, a partir da labuta.

 

Podemos ver isso refletido também na vida de Marcelino Champagnat. Como ele mesmo sempre dizia: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam”.

Para que/quem nós, maristas, trabalhamos? Será que nos lembramos de pedir ao Senhor que edifique nossa casa?

 

“O trabalho edifica o homem”. Digo mais: que o trabalho constrói e descontrói as nossas verdades. Digo isso, porque é só em contato com o ele é que conhecemos a realidade do lado de lá.

Se reclamamos do serviço público, trabalhando nele saberemos realmente quais são as dificuldade de quem está do lado de lá do balcão.

Se achamos a educação precária, é no ministrar da aula que sabemos como é desafiador estar lá.

 

É vivendo na pele que conheceremos as doçuras e amarguras do labor de cada um.

 

Que este seja um dia de comemorar: pelo trabalho que temos, pelas pessoas que conhecemos através dele, e pelas pessoas que poderemos ajudar com ele.

 

Feliz dia do Trabalhador e da Trabalhadora! Que Deus nos abençoe sempre!

 

Por Laura Ferraz

 

Recomendação:

https://www.youtube.com/watch?v=yn5I9F4j2l4 – Trabalhadores (Pe. Zezinho)

https://www.youtube.com/watch?v=suia_i5dEZc – Construção (Chico Buarque)

abr 27
Vamos falar sobre os índios?

Vamos falar sobre os índios?

Postado por PJM em (in)formação, Formação Local, Viver o evangelho

Salve, salve galera!

Tudo em paz?

O mês de abril está caminhando para os “finalmente”, mas ainda dá tempo de falar sobre um assunto muito importante e que, infelizmente, falamos pouco: índios.

E como sempre, antes de dizer qualquer coisa, preciso fazer algumas perguntas:

  • Será que nós conhecemos, pelo menos um pouco, da realidade das mais de 300 etnias indígenas diferentes?
  • Como nós conhecemos e reconhecemos a cultura indígena hoje? Será que a gente lembra que ela existe?

No dia 19 de abril, “comemoramos” o dia do índio. Mas como fazemos isso? Apenas vestimos as nossas crianças e lhes pintamos o rosto? Será que isso realmente é uma forma de celebrar?

Poucos são aqueles que conhecem a luta do povo indígena dentro do nosso país. Muitas vezes ignoramos que eles passam por muitas dificuldades para manterem-se em suas terras. São mortos e não se tornam estatísticas.

Muitos são aqueles e aquelas que quando vem para cidade acabam tendo “vícios urbanos” como droga, álcool e muitas mulheres se prostituem.

Quantas vezes dizemos: “O lugar deles não é aqui, é lá na tribo, lá no mato!”, para justificar as violações que passam todos os dias.

A causa indígena deve ser trazida à tona. As pautas deles são diferentes das nossas. Sabemos pouco, ou quase nada sobre as dificuldades que passam.

Já parou para pensar que os índios já não moram mais em ocas, que podem sim ter acesso a informação, internet, estudar e ter um diploma, isso tudo sem deixar de ser Tupinambá, Guarani, Pankararu, Tuxá, Mundurucu, Yanomami?

Vale a reflexão: “Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância”

Recomendações:

 – http://www.indiosonline.net/

 – https://www.youtube.com/watch?v=nM_gEzvhsM0 – Índios (Legião Urbana)

Por Laura Ferraz

abr 1
PJM São José/SC integrará o Conselho Municipal da Juventude

PJM São José/SC integrará o Conselho Municipal da Juventude

Postado por PJM em Marista sou, Partilha, Viver o evangelho ,

Salve, salve!

Hoje nossa partilha, em clima do tema de Fórum de Juventude, vai ficar por conta de São José,/SC.

A Pastoral Juvenil Marista participou no último dia 30 de março do Fórum Municipal da Juventude de São José/SC para a escolha dos representantes da sociedade civil para as dez vagas suplentes no Conselho Municipal da Juventude (CMJ), neste a PJM foi eleita para uma das vagas. Para ocupar esta cadeira o nome indicado é do jovem Igor Santos da Silveira.

Para Igor, “o fórum foi uma experiência riquíssima”. Destacou ainda “Acredito que conhecer e estar nesse espaço de vez e voz da juventude me faz acreditar ainda mais na possibilidade de fazer a diferença, desejo que este espaço seja de escuta e efetivação de politicas aos jovens de nosso bairro e do município”.

O Centro Educacional Marista São José também possui uma cadeira e é representada pelo assistente de Pastoral João Batista Sartori. Segundo João “a participação neste espaço será importante para debatermos ações que garantam o cumprimento dos direitos da juventude, uma vez que este tem como finalidade assegurar os direitos dos jovens, que corresponde à faixa etária de 15 à 29 anos, e criar condições para seu desenvolvimento, autonomia, integração e participação efetiva na sociedade por meio da proposição, acompanhamento e fiscalização das Políticas Públicas para Juventude.”

 Por João Batista Sartori

mar 23
O significado da Esperança

O significado da Esperança

Postado por PJM em Marista sou, Partilha, Viver o evangelho ,

No último dia 18, os Maristas Azuis escreveram uma carta de Alepo, sobre as situações que eles têm passado por lá.

As pessoas têm vivido em circunstâncias muito precárias, tanto de falta de água, como de energia, mas, principalmente, falta de paz.

São inúmeros os casos de pessoas que morrem ou que ficam feridas. As mulheres tornam-se viúvas e seus filhos órfãos.

Contudo, nossos Maristas continuam agindo, acolhendo, amando e dando subsídio para que essas pessoas sobrevivam.

 

A leitura da matéria é muito valiosa. Todos e todas deveriam se dar a oportunidade de lê-la na íntegra (link ao final).

Nabil nos traz algumas respostas sobre o verdadeiro significado da palavra Esperança:

 

Esperar, é permanecer ligados quando tudo treme, é aceitar o risco quando tudo está assegurado, é propor uma presença quando tudo é absurdo.

Esperar é permanecer habitado pelo amor, alimentado pela ternura, animado pela paz. Esperar é avançar quando tudo parece impedido, quando tudo parece terminado, quando tudo é condenado. É viver no limite, na fronteira, no extremo de uma escolha essencial:

“Não tema, eu o carrego na palma da minha mão, você é meu amigo”.

Esperar é dizer Magnificat. Você está na minha vida e eu estou na sua, um eterno poema de Amor.

 

Ao final, Nabil Antaki nos faz refletir sobre o momento espiritual que estamos vivendo, e sobre o momento real que eles vivem lá:

 

Após a sua Ressurreição, Jesus mandou dizer a seus discípulos que o esperassem na Galileia. Os discípulos estavam tristes e desesperançados porque Jesus havia morrido. Perderam toda a esperança. O seu encontro na Galileia, com Jesus ressuscitado devolveu-lhes esperança. Eles aprenderam que, depois da morte, há ressurreição, e que depois das trevas haverá luz.”

 

Fonte: http://champagnat.org/400.php?a=6&n=3905

mar 21
Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão…

Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão…

Postado por PJM em Viver o evangelho

Bom dia povo de Deus!

Iniciando a nossa caminhada da Semana Santa, gostaríamos de refletir com vocês o que vivenciamos ontem no domingo de ramos.

Para isso, tomamos por base a homilia que o Papa Francisco fez ontem, na Praça São Pedro, nos fazendo refletir sobre a recepção de Jesus, com ramos e alegria, e depois a sua crucificação.

Ao entrar em Jerusalém, o povo o recebe com ramos e palmeiras, acreditando que Jesus iria libertá-los da escravidão política e econômica que viviam, imposta pelos romanos.

Os fariseus, com inveja, pedem que Jesus mande calar as crianças e aqueles que o aclamam, mas Jesus retruca dizendo: “Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão”. A reflexão que podemos fazer neste momento é a alegria que temos ao receber Jesus em nossa vida. A verdadeira alegria de encontrar o Deus libertador.

No decorrer do evangelho, percebemos que a inveja dos fariseus e sacerdotes era tanta, que eles tramaram contra Jesus. O Cristo foi entregue por trinta moedas de prata e pelo beijo daquele que chamou de amigo. Podemos refletir aqui sobre as coisas que têm nos afastado de Deus, que tem nos feito sair da presença Dele.

Jesus sofre todas as dores da carne e da alma. Humilhado, ferido, cuspido. Em tudo se fez como homem, e como homem morreu para nos libertar dos pecados. Aqueles e aquelas que o amavam, sofrem, choram e gritam pela dor de ver todas as aquelas atrocidades acontecendo.

Papa Francisco, sabiamente nos faz a provocação: Depois, Pilatos envia-o a Herodes, e este devolve-O ao governador romano: enquanto Lhe é negada toda a justiça, Jesus sente na própria pele também a indiferença, porque ninguém quer assumir a responsabilidade do seu destino. E penso em tantas pessoas, tantos marginalizados, tantos deslocados, tantos refugiados, de cujo destino muitos não querem assumir a responsabilidade.

Durante essa semana, somos chamados a vivenciar a dor e o amor que Cristo viveu. Encarnou o amor maior, até as últimas consequências. Será que nós conseguimos perceber isso? E mais, será que conseguimos nos aproximar dessa vivência?

Fontes:

-http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2016/documents/papa-francesco_20160320_omelia-palme.html

– http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/semanasanta/15.htm

mar 18
E agora José?

E agora José?

Postado por PJM em Viver o evangelho ,

Salve, salve galera

Hoje, adiantando um pouco a comemoração de amanhã, vamos responder a algumas perguntinhas:

Eu lhe pergunto: Quem era José?

Aí você responde: Ora, José era pai do menino Jesus.

Daí eu lhe digo: E você já pensou em José como um homem comum? Como um cara que era noivo, que recebe a notícia de que sua noiva está grávida, e que tomou como seu um filho que era do espírito santo?

Muitas perguntas né?

Vamos refletir juntos: Ele, diante dessa situação toda, iria deixá-la em segredo, pois, sendo um homem justo, não queria que Maria fosse apedrejada até a morte, porque era a pena da época.

Mas aí Deus vem e resolve a parada: Naquela noite um anjo do Senhor vem até José, em sonho, e fala que tá tudo certo, que o esse filho será o salvador do mundo e que é para José dar a ele o nome de Jesus.

Até ai, tudo bem. Mas a gente não pode esquecer que José teve que passar por outras. Ele teve que ajudar a Maria na hora do parto, afinal, só tinha ele lá. Foi o primeiro a pegar Jesus no colo e a cortar o cordão.

José foi um pai muito cuidadoso e amoroso, mas Jesus era uma criança como outra qualquer, que fazia bagunça, ficava doente e provavelmente teve que levar algumas broncas do tipo “Desce dai menino!”.

Quando Jesus tinha 12 anos, Maria e José simplesmente perderam Jesus durante a viagem. Imaginem que dois dias depois eles se encontram e dizem:

“Ué, Jesus não está com você?”

“Não. Ele não está com você?”

“Não. Pô, então ele tá aonde?”

E ai tiveram que voltar, mais dois dias, para procurar Jesus, que, muito de boa diz: “Por que vocês estavam me procurando? Onde mais eu poderia estar, se não na casa do meu Pai?”

Coisa de adolescente mesmo!

Nosso post de hoje é para lembrar a vocês que José foi um pai como outros pais, que já ficou sem saber o que fazer quando Jesus ficou doente, e que também teve medo. José contou histórias, brincou junto e também ensinou a sua profissão à Jesus.

E ai, será que você não conhece nenhum José como esse?

Os santos não estão longe da gente. Algumas vezes eles vivem dentro de nós.

Por Joyce Araújo e Laura Ferraz

mar 7
A Parábola do Pai Misericordioso

A Parábola do Pai Misericordioso

Postado por PJM em Viver o evangelho ,

Salve, salve galera!

Como foram de fim de semana?

Espero que bem.

Bom, neste 4º domingo da quaresma, nós nos deparamos com um evangelho bastante conhecido para nós: a parábola do filho pródigo (Lc 15,1-3.11-32).

 

Todos nós, em algum momento, já ouvimos falar da história do filho que toma a sua parte nos bens do pai e sai para viver a sua liberdade. Ficando sem nada, sofre e quer voltar para casa.

Ainda longe, o pai, ao vê-lo, sai ao seu encontro, abraçando e beijando aquele que acreditava estar morto.

 

Esse evangelho nos trás muitas reflexões interessantes.

Primeiro: o pai respeita a escolha do filho. Deus também respeita a nossa escolha de querer ou não ficar na Sua presença. Nossos pais, ainda que muitas vezes contrariados, aceitam nossas escolhas e torcem para que não nos arrependamos depois.

O filho sai, porque quer experimentar outras coisas. Porque acha que a alegria não está ali, na sua casa, na casa de seu Pai

 

Depois, podemos perceber que quando o filho está na dificuldade, a primeira figura que lhe vem a mente é seu pai. Percebemos que para ele, o pai é a imagem da bondade. Imaginem vocês se esse pai fosse alguém perverso ou rancoroso, vocês acham que o filho iria querer voltar para casa?

Certamente que não. O filho só volta porque ele tem certeza do amor de seu pai. Assim também acontece quando nós, arrependidos, queremos nos reconciliar com Deus.

 

Ao final, quando o pai vê seu filho ainda longe, ele corre e o abraça com todo amor, pois achava que estava morto. A palavra final é a alegria. Alegria em receber aquele retornou para a casa, para o colo.

 

Vale a reflexão também quanto ao irmão mais velho. Vez ou outra é esse papel que nós desempenhamos. Não aceitamos a remissão das falhas dos outros, julgando e apontando.

Esse papel não nos cabe. Não temos competência para julgar ninguém. Quando nos é possível, aconselhemos. Se não podemos, rezemos, elevemos o pensamento para que aquela pessoa encontre discernimento.

 

Essa história nos faz refletir muito sobre o momento que vivemos na quaresma. É o tempo de retornar a casa do Pai, repensar nossos passos, na certeza de que ele nos recebe de braços abertos.

“Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado”.