Viver o evangelho

fev 22
Não matarás!

Não matarás!

Postado por PJM em Viver o evangelho , ,

Salve, salve!

Neste último domingo, dia 21 de fevereiro, nosso querido Papa Francisco, mais uma vez, botou pra quebrar!

Trouxe à tona, no ápice do ano da misericórdia, um assunto que é bastante polêmico: a pena de morte.

Em plena praça São Pedro, Chico diz que o mandamento de que “não matarás” vale para todas as pessoas: culpados e inocentes.

O assunto ainda é bastante intrincado. Muitos são aqueles que acreditam que a justiça chegará quando o culpado “pagar na mesma moeda”. Frases como: bandido bom é bandido morto; olho por olho, dente por dente; são bastante recorrentes nas pessoas dessa opinião.

Contudo, o ano é bastante propício para a reflexão: e depois, quem vai punir o algoz? E será que isso resolveria os problemas da humanidade?

Sabemos que existem países que são adeptos a pena de morte a muitos anos e que isso não foi suficiente para resolver os seus problemas com a criminalidade. E agora José?

Se pararmos para pesquisar, existem ainda índices altíssimos de países que utilizam a pena de morte como forma de condenação. Na mesma medida, existe inúmeros tratados internacionais que pregam o fim da pena capital, por ser uma forma de violação dos direitos humanos.

Infelizmente, hoje vemos um número crescente de movimentos que vem “resolvendo os problemas com as próprias mãos”.

Você já deve ter visto algum vídeo na internet em que moradores de um determinado local lincham alguém que tenha sido preso ou algo do gênero. Fatalmente, muitas são as pessoas que aplaudem esse tipo de prática como efetivo exercício regular do direito.

Com isso, a reflexão nos leva às seguintes conclusões:

a)      Como cristãos, o apoio a pena de morte não deve fazer parte do nosso discurso;

b)      Percebemos que a prisão não algo que resolva (sabemos disso a séculos);

c)      Nós buscamos justiça, e de uma forma efetivamente justa e correta.

E como fazer isso?

Vamos gastar nossos neurônios hoje para pensar um pouco nisso. Aviso: existem pessoas fantásticas, que estão criando/reavivando métodos fantásticos de solução de conflitos e nós não ficamos sabendo.

Terminamos nossa reflexão com as palavras do nosso Chico:

  “Faço um apelo à consciência dos governantes para que se chegue a um consenso internacional pela abolição da pena de morte. E proponho àqueles que são católicos que façam um gesto corajoso e exemplar: que nenhuma condenação seja realizada neste ano santo da misericórdia”.

Por Laura Ferraz

 

Fontes:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/02/papa-francisco-pede-proibicao-mundial-pena-de-morte.html

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/04/brasil-e-o-11-pais-mais-inseguro-do-mundo-no-indice-de-progresso-social.html

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2015/06/23/prisoes-aumentam-e-brasil-tem-4-maior-populacao-carceraria-do-mundo.htm

http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/os-7-paises-que-mais-fazem-uso-da-pena-de-morte#1

fev 15
Porque tive fome

Porque tive fome

Postado por PJM em Viver o evangelho , ,

“Porque tive fome […]” (Mt 25:35)

 

O evangelho de hoje é bastante sugestivo para nós, especialmente durante a quaresma, momento de reflexão.

Desde 2010 nossa Constituição Federal garantiu o direito à alimentação a todos os brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil. Ainda assim, 13,6 milhões de pessoas continuam passando fome na Terra Brasilis.

São 16,2 milhões de pessoas vivendo em extrema pobreza, que tem endereço muito bem definido. Além da fome, estas pessoas ainda enfrentam o quase nenhum acesso a direitos básicos e a saneamento. Muito além dos números, estamos falando de histórias de sofrimento, dor e abandono.

A fome no Brasil não está ligada a escassez de alimentos, mas sim a pessoas que não tem a condição de comprar ou produzir seu próprio alimento.

Se pararmos para refletir tão somente sobre a quantidade de alimentos que são jogados fora todos os dias, podemos entender que a questão da fome poderia ser muito diferente. Cerca de 26,3 milhões de toneladas de alimentos são descartados no Brasil. Se levarmos em consideração que cada brasileiro produz cerca de um quilo de lixo por dia, e que cerca de 58% desse lixo é orgânico, temos um problema!

Além do alimento que é desperdiçado, ele também leva consigo todos os meios que foram utilizados para a sua produção, como água, adubo, solo, mão de obra, etc.

São muitas informações, não?!?

Não basta ajudar as pessoas que estão passando fome, dando-lhes um prato de comida. É preciso evitar o desperdício, criar consciência crítica sobre as formas de exploração do solo e dos meios naturais.

É preciso cuidar da casa comum e também de seus habitantes presentes e futuros.

 

“Porque tive fome, e destes-me de comer” (Mt 25:35)

 

Fontes:

Por Laura Ferraz