20/01/2016 – 4º dia

Hoje o dia amanheceu e minha expectativa estava um pouco acima da média, além das atividades que já estávamos realizando, tivemos uma oportunidade única e muito especial, para mim pelo menos, um divisor de águas!  Fomos visitar a Penitenciária Estadual de Maringá, que está alocado aqui em Paiçandu.

Meu coração trazia um misto de sentimentos: apreensão, alegria, ansiedade, esperança, medo, curiosidade… E foi com essa bagagem que fui até a penitenciária, acompanhado de mais 20 missionários. Os que lá estavam reclusos, estavam em regime semiaberto, ou seja, durante o dia executam algum trabalho, seja ele interno (na própria penitenciária) ou externo (obras no município ou ainda na iniciativa privada).

Depois de todas as formalidades existentes, chegou a hora do encontro e como foi precioso cada minuto que passamos naquele lugar, toda expectativa negativa caiu por terra e com ela todo preconceito. No decorrer da visita, pudemos conhecer um pouco da história de alguns dos detentos, histórias que nos impactaram, marcaram, emocionaram.

Naquele lugar eu aprendi que preciso acordar todos os dias com esperança e esta eu recebo nas miudezas da vida. Não são grandes eventos que irão me preencher, isso se dá nas coisas corriqueiras, é preciso estar atento aos sinais que a vida nos dá todos os dias.

Aprendi também que a vida é muito frágil, que meu maior inimigo sou eu mesmo, que todos os dias eu preciso me vencer, protagonizar minha vida, fazer minhas próprias escolhas e saber aprender com aquelas que eu fizer indevidamente.

A partir de hoje, com certeza irei pensar duas vezes antes de julgar minimamente qualquer pessoa.

E como me disse um dos detentos: nos vemos lá fora!