“Lyon, França, 26 de julho de 1816. De manhã bem cedo, doze jovens subiam os 800 degraus que levam ao antigo santuário mariano de Fouvière, no topo da colina que domina a cidade”.

Foi a 200 anos…a 200 anos, nosso querido Padre Marcelino José Bento Champagnat, jovem, sobe a colina com outros onze jovens para assumir um compromisso que lhe custaria a vida. Um compromisso que custa a vida de milhões de jovens, até hoje.

Quem imaginaria que depois de 200 anos, nós, jovens maristas, estaríamos subindo a mesma colina para fazer a nossa promessa?

Quando digo colina, não só aquela de Lyon, na França, mas as colinas de nosso dia-a-dia.

Ora, eram 800 degraus. Certamente não foi uma subida fácil. Porém, muito maior do que o cansaço era a certeza de que a sua vida dependia disso. Muito maior era a vontade de “tornar Jesus Cristo conhecido e amado”. Muito maior era o amor que ele tinha pelas crianças e jovens.

Hoje nós sabemos que a nossa juventude, a juventude marista de Champagnat, continua subindo os mesmos 800 degraus. Sobe quando abre mão de sua própria vida, para doar-se ao outro. Sobe quando indigna-se diante da injustiça, da corrupção, da pobreza, da fome. Sobe quando acorda cedo, dorme tarde, estuda, trabalha, namora. Sobe quando diz: ex-aluno sim, ex-marista, nunca!

A juventude sabe que Champagnat sobe com ela esses 800 degraus da vida cotidiana. E mais, ela sabe que ele traz reforço. Junto com a juventude também sobe Jesus Cristo, que caminhou tanto enquanto viveu aqui na terra, anunciando a Boa Nova do Reino. Junto com a juventude também sobe Maria, nossa Boa Mãe. A jovem que negou a si mesma para que fosse feita a vontade de Deus.

A nossa juventude marista sabe que é penoso subir esses 800 degraus, mas ela continua subindo. O prazer da chegada até a Virgem Negra com certeza será um momento maravilhoso, mas a juventude não deixa de apreciar a vista e a companhia daqueles que os chamam para avançar. Afinal, não se trata de chegar, mas de partir!