Salve, salve galera!

Tudo certo?

 

Bom, hoje gostaríamos de tratar um assunto bem sério: Violência contra a mulher

 

No mês de agosto, a Lei 11.340/2006, mais conhecida como Lei Maria da Penha, completa 10 anos. Quais será que foram os efeitos que ela causou na nossa sociedade?

  • Cerca de 99% da população brasileira conhece ou já ouviu falar dessa lei
  • Nestes anos, foram mais de 327 mil relatos de violência
  • A lei conseguiu diminuir cerca de 10% dos feminicídios
  • A violência contra a mulher, em especial a doméstica, começou a ser debatida nas escolas e famílias
  • Hoje, a maior parte da população feminina sabe distinguir o que é violência

Existem muitos outros benefícios. Porém, é preciso ir além.

A Lei Maria da Penha tem a intenção de proteger a mulher e seus filhos da violência doméstica. Ainda precisamos caminhar muito para uma discussão que vá além do âmbito doméstico.

A violência doméstica assusta, porque boa parte da sociedade entende que a casa é o lugar da mulher, ou seja, seu habitat natural e, por isso, choca tanto. Contudo, quando a mulher é assediada na rua, existem inúmeras razões para que aquela violência seja justificada, como: “ela estava sozinha”, “ela estava bêbada”, “se estivesse em casa, isso não teria acontecido”, “também, olha a roupa que ela estava usando”.

Todas essas falas acabam por legitimar a violência que as mulheres sofrem, simplesmente por serem mulheres.

As estatísticas apontam que, na maior parte do território nacional, caso uma mulher decida procurar uma delegacia ou uma casa-abrigo, ela terá que andar cerca de 300 a 600 km.

Por todo histórico machista. patriarcal e exploratório que o Brasil tem, as mulheres que mais sofrem violência são negras, jovens, de baixa escolaridade e baixo poder aquisitivo. Isso porque, caso ela resolva reagir, não tem para onde ir. Sua situação é muito frágil e não consegue construir uma rede de proteção, e acaba ficando naquele meio violento, não “porque quer” ou “porque gosta” de apanhar, mas porque não tem para onde ir ou a quem recorrer.

A falta de acesso da mulher a política também dificulta que esses assuntos sejam levados às pautas públicas.

Todos e todas somos chamados a saber mais sobre o assunto, conhecer a realidade ao nosso redor, chamar os órgãos públicos à responsabilidade e ajudar as vítimas da violência.

 

Por Laura Ferraz

 

Para mais informações:

http://feminicidionobrasil.com.br/#introducao

http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/dossie/violencias/violencia-domestica-e-familiar-contra-as-mulheres

http://www.observem.com/