Papa Francisco

abr 26
CARTA DO PAPA FRANCISCO AO IR. EMILI TURÚ

CARTA DO PAPA FRANCISCO AO IR. EMILI TURÚ

Postado por PJM em Marista sou ,

Bom dia pessoal!!

Tudo certo??

Hoje queremos compartilhar a carta que o Ir. Emili Turú, nosso Superior Geral, recebeu do Papa Francisco, em virtude do Bicentenário Marista.

Como sempre, nosso querido pastor é muito amoroso, nos levando a refletir e nos animando à continuar caminhando em busca do Reino.

Ao Irmão Emili Turú Rofes

Superior Geral dos Irmãos Maristas

Querido irmão:

Tenho o prazer de cumprimentá-lo e, através de você, toda a família marista, por ocasião do Bicentenário da fundação da Congregação, durante o qual celebrarão o XXII Capítulo Geral, que acontecerá na Colômbia. Desejaram preparar essa efeméride sob o lema “um novo começo”, onde se encontra sintetizado todo um programa de renovação que supõe olhar com agradecimento o passado, discernir o presente e abrir-se, com esperança, ao futuro.

A gratidão é o primeiro sentimento que brota do coração. É necessária essa atitude de reconhecimento para valorizar as obras grandes que Deus fez através de vocês. Ao mesmo tempo, dar graças nos faz bem; ajuda-nos a nos reconhecer pequenos diante dos olhos do Senhor e devedores de uma tradição que nos foi dada sem que tenhamos feito nada. Vocês pertencem a uma grande família, rica de testemunhos que souberam doar suas vidas por amor a Deus e ao próximo, com esse espírito de irmandade que caracteriza a Congregação e que converte o outro em “irmão muito querido para mim” (Fl 16). Esses dois séculos de existência se transformaram em uma grande história de entrega em favor das crianças e jovens, que foram acolhidos em todas as partes dos cinco continentes e foram formados para serem bons cidadãos e, sobretudo, bons cristãos. Estas obras de bem são expressão da bondade e misericórdia de Deus que, apesar de nossas limitações e inabilidades, jamais se esquece de seus filhos.

Todavia, não basta contemplar o passado, mas é necessário realizar um discernimento do momento presente. É correto se examinarem e é bom que o façam à luz do Espírito. Discernir é reconhecer com objetividade e caridade o estado atual, confrontando-o com o espírito fundacional. São Marcelino Champagnat foi um inovador para o seu tempo no âmbito educativo e da formação. Ele mesmo experimentou a necessidade do amor para poder conseguir fazer brilhar as potencialidades que cada criança tem escondidas dentro de si. Seu santo fundador dizia: “A educação é para a criança o que o cultivo é para o solo. Por melhor que seja um terreno, se permanecer inculto, não produzirá senão espinhos e abrolhos”. A tarefa do educador é de entrega constante e tem uma carga de sacrifício; no entanto, a educação é coisa do coração e isto a faz diferente e sublime. Ser chamados a cultivar exige, primeiro de tudo, cultivar a si mesmos. O religioso educador tem que cuidar do seu campo interior, das suas reservas humanas e espirituais para poder sair a semear e cuidar do terreno que lhe confiaram. Devem ser conscientes que o terreno que trabalham e modelam é “sagrado”, vendo nele o amor e a marca de Deus. Com essa dedicação e esforço, fieis à missão recebida, contribuirão à obra de Deus, que lhes chama a ser simples instrumentos em suas mãos.

Finalmente, animo-os a que se abram com esperança para o futuro, caminhando com espírito renovado; não é um caminho diferente, mas vivificado no Espírito. A sociedade hoje precisa de pessoas sólidas em seus princípios que possam dar testemunho daquilo que creem e assim construir um mundo melhor para todos. Serão guiados nesse caminho pelo lema do vosso Instituto religioso, que é em si um projeto de vida: “Tudo a Jesus por Maria; tudo a Maria para Jesus”. Trata-se de confiar em Maria e se deixar guiar por ela na sua humildade e serviço, na sua prontidão e entrega silenciosa; são atitudes que o bom religioso e educador tem que transmitir com seu exemplo.

Os jovens reconhecerão, em seu modo de ser e atuar, que existe algo de extraordinário e compreenderão que vale a pena não só aprender esses valores mas, sobretudo, interiorizá-los e imitá-los. Maria os acompanhará nesse propósito e, com ela, ratificarão sua vocação, contribuindo a criar uma humanidade sempre e continuamente renovada, onde o vulnerável e o descartado sejam valorizados e amados. Este futuro que desejam e que sonham não é uma utopia: constrói-se desde hoje, dizendo “sim” à vontade de Deus na certeza de que ele, como Pai bom, não decepcionará a nossa esperança.

Agradeço ao Senhor e a Maria, nossa Boa Mãe – como São Marcelino gostava de chamá-la – a presença na Igreja de vossa vocação e serviço, e peço para vocês o dom do Espírito Santo para que, movidos por ele, levem às crianças e jovens, assim como a todos os necessitados, a proximidade e a ternura de Deus.

Vaticano, 10 de abril de 2017

assinatura

abr 17
O SENHOR RESSUSCITOU!

O SENHOR RESSUSCITOU!

Postado por PJM em Viver o evangelho ,

Ontem, na Praça de São Pedro, o Papa Francisco procedeu a comunicação da mensagem e da bênção Urbi et Orbi.

Queridos irmãos e irmãs, Feliz Páscoa!

Hoje, em todo o mundo, a Igreja renova o anúncio maravilhoso dos primeiros discípulos: Jesus ressuscitou! Ressuscitou verdadeiramente, como havia predito! A antiga festa de Páscoa, memorial da libertação do povo hebreu da escravidão, alcança aqui o seu cumprimento: Jesus Cristo, com a sua ressurreição, libertou-nos da escravidão do pecado e da morte e abriu-nos a passagem para a vida eterna.

Todos nós, quando nos deixamos dominar pelo pecado, perdemos o caminho certo e vagamos como ovelhas perdidas. Mas o próprio Deus, o nosso Pastor, veio procurar-nos e, para nos salvar, abaixou-Se até à humilhação da cruz. E hoje podemos proclamar: Ressuscitou o bom Pastor, que deu a vida pelas suas ovelhas e Se entregou à morte pelo seu rebanho. Aleluia! (Missal Romano, IV Domingo de Páscoa, Antífona da Comunhão).

Através dos tempos o Pastor ressuscitado não Se cansa de nos procurar, a nós seus irmãos extraviados nos desertos do mundo. E, com os sinais da Paixão – as feridas do seu amor misericordioso –, atrai-nos ao seu caminho, o caminho da vida. Também hoje Ele toma sobre os seus ombros muitos dos nossos irmãos e irmãs oprimidos pelo mal nas suas mais variadas formas.

O Pastor ressuscitado vai à procura de quem se extraviou nos labirintos da solidão e da marginalização; vai ao seu encontro através de irmãos e irmãs que sabem aproximar-se com respeito e ternura e fazer sentir àquelas pessoas a voz d’Ele, uma voz nunca esquecida, que as chama à amizade com Deus. Cuida de quantos são vítimas de escravidões antigas e novas: trabalhos desumanos, tráficos ilícitos, exploração e discriminação, dependências graves. Cuida das crianças e adolescentes que se vêem privados da sua vida despreocupada para serem explorados; e de quem tem o coração ferido pelas violências que sofre dentro das paredes da própria casa. O Pastor ressuscitado faz-Se companheiro de viagem das pessoas que são forçadas a deixar a sua terra por causa de conflitos armados, ataques terroristas, carestias, regimes opressores. A estes migrantes forçados, Ele faz encontrar, sob cada ângulo do céu, irmãos que compartilham o pão e a esperança no caminho comum.

Eis então que, nas vicissitudes complexas e por vezes dramáticas dos povos, Francisco pede ao Senhor ressuscitado para  que guie os passos de quem procura a justiça e a paz; e dê aos responsáveis das nações a coragem de evitar a propagação dos conflitos e deter o tráfico das armas.

Concretamente nos tempos que correm,  que o Senhor sustente os esforços de quantos trabalham activamente para levar alívio e conforto à população civil na Síria, vítima duma guerra que não cessa de semear horrores e morte. Conceda paz a todo o Médio Oriente, a começar pela Terra Santa, bem como ao Iraque e ao Iémen.

Não falte a proximidade do Bom Pastor às populações do Sudão do Sul, do Sudão, da Somália e da República Democrática do Congo, que sofrem o perdurar de conflitos, agravados pela gravíssima carestia que está a afetar algumas regiões da África.

Em seguida, Francisco dirige o seu olhar ao seu amado continente, América Latina e pede a Jesus ressuscitado para que sustente os esforços de quantos estão empenhados neste continente, em garantir o bem comum das várias nações, por vezes marcadas por tensões políticas e sociais que, nalguns casos, desembocaram em violência. Que seja possível construir pontes de diálogo, perseverando na luta contra o flagelo da corrupção e na busca de soluções pacíficas viáveis para as controvérsias, para o progresso e a consolidação das instituições democráticas, no pleno respeito pelo estado de direito.

Finalmente, o Santo Padre dirigiu o seu olhar à quantos sofrem no continente europeu, a começar pelo povo ucraniano: que o Bom Pastor ajude a nação ucraniana, atormentada ainda por um conflito sangrento, a reencontrar a concórdia, e acompanhe as iniciativas tendentes a aliviar os dramas de quantos sofrem as suas consequências. O Senhor ressuscitado, que não cessa de cumular o continente europeu com a sua bênção, dê esperança a quantos atravessam momentos de crise e dificuldade, nomeadamente por causa da grande falta de emprego, sobretudo para os jovens.

Queridos irmãos e irmãs, este ano, nós, os crentes de todas as denominações cristãos, celebramos juntos a Páscoa. Assim ressoa, a uma só voz, em todas as partes da terra, o mais belo anúncio: O Senhor ressuscitou verdadeiramente, como havia predito! Ele, que venceu as trevas do pecado e da morte, conceda paz aos nossos dias.

Feliz Páscoa!

Fonte: http://pt.radiovaticana.va/news/2017/04/16/papa_francisco_mensagem_urbi_et_orbi/1306184 

 

fev 22
Não matarás!

Não matarás!

Postado por PJM em Viver o evangelho , ,

Salve, salve!

Neste último domingo, dia 21 de fevereiro, nosso querido Papa Francisco, mais uma vez, botou pra quebrar!

Trouxe à tona, no ápice do ano da misericórdia, um assunto que é bastante polêmico: a pena de morte.

Em plena praça São Pedro, Chico diz que o mandamento de que “não matarás” vale para todas as pessoas: culpados e inocentes.

O assunto ainda é bastante intrincado. Muitos são aqueles que acreditam que a justiça chegará quando o culpado “pagar na mesma moeda”. Frases como: bandido bom é bandido morto; olho por olho, dente por dente; são bastante recorrentes nas pessoas dessa opinião.

Contudo, o ano é bastante propício para a reflexão: e depois, quem vai punir o algoz? E será que isso resolveria os problemas da humanidade?

Sabemos que existem países que são adeptos a pena de morte a muitos anos e que isso não foi suficiente para resolver os seus problemas com a criminalidade. E agora José?

Se pararmos para pesquisar, existem ainda índices altíssimos de países que utilizam a pena de morte como forma de condenação. Na mesma medida, existe inúmeros tratados internacionais que pregam o fim da pena capital, por ser uma forma de violação dos direitos humanos.

Infelizmente, hoje vemos um número crescente de movimentos que vem “resolvendo os problemas com as próprias mãos”.

Você já deve ter visto algum vídeo na internet em que moradores de um determinado local lincham alguém que tenha sido preso ou algo do gênero. Fatalmente, muitas são as pessoas que aplaudem esse tipo de prática como efetivo exercício regular do direito.

Com isso, a reflexão nos leva às seguintes conclusões:

a)      Como cristãos, o apoio a pena de morte não deve fazer parte do nosso discurso;

b)      Percebemos que a prisão não algo que resolva (sabemos disso a séculos);

c)      Nós buscamos justiça, e de uma forma efetivamente justa e correta.

E como fazer isso?

Vamos gastar nossos neurônios hoje para pensar um pouco nisso. Aviso: existem pessoas fantásticas, que estão criando/reavivando métodos fantásticos de solução de conflitos e nós não ficamos sabendo.

Terminamos nossa reflexão com as palavras do nosso Chico:

  “Faço um apelo à consciência dos governantes para que se chegue a um consenso internacional pela abolição da pena de morte. E proponho àqueles que são católicos que façam um gesto corajoso e exemplar: que nenhuma condenação seja realizada neste ano santo da misericórdia”.

Por Laura Ferraz

 

Fontes:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/02/papa-francisco-pede-proibicao-mundial-pena-de-morte.html

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/04/brasil-e-o-11-pais-mais-inseguro-do-mundo-no-indice-de-progresso-social.html

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2015/06/23/prisoes-aumentam-e-brasil-tem-4-maior-populacao-carceraria-do-mundo.htm

http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/os-7-paises-que-mais-fazem-uso-da-pena-de-morte#1