Salve, salve!

Neste último domingo, dia 21 de fevereiro, nosso querido Papa Francisco, mais uma vez, botou pra quebrar!

Trouxe à tona, no ápice do ano da misericórdia, um assunto que é bastante polêmico: a pena de morte.

Em plena praça São Pedro, Chico diz que o mandamento de que “não matarás” vale para todas as pessoas: culpados e inocentes.

O assunto ainda é bastante intrincado. Muitos são aqueles que acreditam que a justiça chegará quando o culpado “pagar na mesma moeda”. Frases como: bandido bom é bandido morto; olho por olho, dente por dente; são bastante recorrentes nas pessoas dessa opinião.

Contudo, o ano é bastante propício para a reflexão: e depois, quem vai punir o algoz? E será que isso resolveria os problemas da humanidade?

Sabemos que existem países que são adeptos a pena de morte a muitos anos e que isso não foi suficiente para resolver os seus problemas com a criminalidade. E agora José?

Se pararmos para pesquisar, existem ainda índices altíssimos de países que utilizam a pena de morte como forma de condenação. Na mesma medida, existe inúmeros tratados internacionais que pregam o fim da pena capital, por ser uma forma de violação dos direitos humanos.

Infelizmente, hoje vemos um número crescente de movimentos que vem “resolvendo os problemas com as próprias mãos”.

Você já deve ter visto algum vídeo na internet em que moradores de um determinado local lincham alguém que tenha sido preso ou algo do gênero. Fatalmente, muitas são as pessoas que aplaudem esse tipo de prática como efetivo exercício regular do direito.

Com isso, a reflexão nos leva às seguintes conclusões:

a)      Como cristãos, o apoio a pena de morte não deve fazer parte do nosso discurso;

b)      Percebemos que a prisão não algo que resolva (sabemos disso a séculos);

c)      Nós buscamos justiça, e de uma forma efetivamente justa e correta.

E como fazer isso?

Vamos gastar nossos neurônios hoje para pensar um pouco nisso. Aviso: existem pessoas fantásticas, que estão criando/reavivando métodos fantásticos de solução de conflitos e nós não ficamos sabendo.

Terminamos nossa reflexão com as palavras do nosso Chico:

  “Faço um apelo à consciência dos governantes para que se chegue a um consenso internacional pela abolição da pena de morte. E proponho àqueles que são católicos que façam um gesto corajoso e exemplar: que nenhuma condenação seja realizada neste ano santo da misericórdia”.

Por Laura Ferraz

 

Fontes:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/02/papa-francisco-pede-proibicao-mundial-pena-de-morte.html

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/04/brasil-e-o-11-pais-mais-inseguro-do-mundo-no-indice-de-progresso-social.html

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2015/06/23/prisoes-aumentam-e-brasil-tem-4-maior-populacao-carceraria-do-mundo.htm

http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/os-7-paises-que-mais-fazem-uso-da-pena-de-morte#1