Salve, salve!

Hoje gostaria de partilhar com vocês uma pequena (e incrivelmente significante) visita que fiz na pastoral na saúde, que acontece dentro dos hospitais Maristas de Curitiba.

Talvez você, diferente de mim, já soubesse desse trabalho que é realizado por pessoas maravilhosas, que têm uma missão muito desafiadora. Eu, no caso, não conhecia praticamente nada desse trabalho.

Digo desafiadora, porque dentro dos colégios, unidades sociais e até mesmo na PUC, nós falamos sobre vida e projetos para o futuro. Contudo, dentro de um hospital, você tem que encarar a morte diariamente.

Alguns chegam apenas para uma cirurgia e já sabem exatamente quando vão voltar para casa. Estão apenas de passagem. Outros chegam sem querer chegar. Talvez porque sofreram algum acidente, ou porque vieram acompanhando alguém que não está nada bem.

Como falar de Deus para estas pessoas que estão tão desoladas? Como dizer que Deus está com elas e as ama incondicionalmente, se naquele momento elas se sentem abandonadas?

Penso que é exatamente esse o âmago da nossa missão, enquanto Maristas. Lembrando do encontro chocante de Marcelino Champagnat junto ao jovem Montagne, sinto que é justamente essa a nossa presença junto a essas pessoas que estão passando por um momento tão difícil.

O que podemos fazer? Podemos amar. Assim como Champagnat amou e se compadeceu daquele jovem, nós podemos amar e cuidar dessas crianças, jovens, adultos e idosos que estão tão frágeis.

A cada hospital eu refletia e pensava: como a vida é frágil…como somos tão pequenos diante de acontecimentos que fogem do nosso controle. Estamos vivos e de repente podemos não estar mais. Será que deixamos as pessoas que amamos com palavras amorosas? E se não as encontrarmos mais? Confesso que depois destes momentos, a vida a minha volta foi ressignificada.

Minha admiração pelas pessoas que realizam este trabalho tão complexo foi instantânea. Todos e todas demonstraram muita devoção a esta missão nobre e certamente Champagnat está muito bem representado através das mãos, palavras e cuidados destes homens e mulheres de boa vontade.

Aos que tiverem curiosidade, permitam-se viver esta imersão tão valiosa e tocante.

 

Por Laura Ferraz